domingo, 10 de dezembro de 2017

Carta de Epicuro a Heródoto - "Carta sobre a natureza"

Epicuro de Samos foi um filósofo grego do período helenístico. Um dos poucos remanescentes da obra produzida por Epicuro, a "Carta a Heródoto" é um valioso retrato que sintetiza parte considerável de sua interpretação de mundo e da natureza das coisas.
Eis a carta: Para aqueles, oh Heródoto, que não podem ter um conhecimento perfeitamente exato de cada um de meus escritos sobre a Natureza, e estudar a fundo os principais livros, maiores, que escrevi, fiz um resumo de toda minha obra que permite reter mais facilmente as principais teorias. Poderão, assim, evitar ter que fazê-lo, eles mesmos, com minhas idéias principais na medida em que se interessam pela Natureza. De outro modo, os que já conhecem a fundo minhas obras completas, necessitam ter presentes na memória as linhas gerais de minha doutrina; muitas vezes temos mais necessidade de um resumo que de conhecimento particular dos detalhes. Há que avançar passo a passo, retendo constantemente o conjunto da doutrina para compreender bem seus detalhes. Esse duplo efeito será possível se forem bem compreendidas e se o reterem em sua verdadeira formulação as idéias essenciais, e se as aplica seguido aos elementos, às idéias particulares e às essenciais. Conhece a fundo a doutrina quem pode obter partido rapidamente das idéias gerais. Pois é impossível colocar em seu completo desenvolvimento a totalidade de minha obra se és incapaz de resumir para si mesmo e em poucas palavras o conjunto daquilo que se quer aprofundar particularmente, detalhe a detalhe. Já que este método resulta útil para todos que estudam seriamente a física, aconselho a todos os homens decididos, que se entregam assiduamente ao estudo, e que buscam nele o meio de obter tranquilidade na vida, que façam um resumo similar do conjunto de minhas teorias. Há que começar, Herodoto, por conhecer o que se oculta nas palavras essenciais, a fim de poder, relacionando-as com as coisas mesmas, formular juízo sobre nossas opiniões, nossas idéias e nossas dúvidas. Deste modo, não corremos o risco de discutir até o infinito sem resultados e de pronunciar palavras vazias. Com efeito, é necessário estudar primeiramente o sentido de cada palavra, para não ter necessidade de um excesso de demonstrações, quando discutimos nossas perguntas, nossas idéias e nossas dúvidas. Depois há que se observar todas as coisas, confrontando-as com as sensações e, de modo geral, com as intuições do espírito ou qualquer outro critério. Igualmente pelo que diz respeito às nossas afeições presentes, para poder julgar segundo os signos dos objetos de nossa atenção e os objetos ocultos. Quando já se viu tudo isso, se está preparado para estudar as coisas invisíveis, em primeiro lugar, podendo dizer que nada nasce do nada, já que as coisas não tiveram necessidade de semente, tudo poderia nascer de tudo. De outra forma, se o que desaparece volta ao nada, todas as coisas pereceriam, já que não poderíam converter-se em mais que nada, do que resulta que no universo tenha sido sempre e será sempre o que é atualmente, já que não há nenhuma coisa em que se possa converter, e tampouco há, fora do universo, nada que possa atuar sobre ele para provocar uma troca. O universo está formado por corpos. Sua existência é mais que suficientemente provada pela sensação, pois é ela, repito, a que sere de base ao raciocínio sobre as coisas invisíveis. Se o que chamamos de vazio, a extensão, a essência intangível, não existisse, não haveria lugar em que os corpos poderiam mover-se; como efeito, vemos que se movem. À margem destas duas coisas não se pode compreender nada, nem por intuição, nem por analogia com os dados da intuição – de que existe como uma natureza completa, já que não estou falando de acontecimentos fortuitos ou de acidentes. Entre os corpos, uns são compostos, outros são os elementos que servem para fazer os compostos. Estes últimos são os átomos indivisíveis e imutáveis, já que nada pode converter-se em nada e é necessário que subsistam realidades quando os compostos se desagregam. Estes corpos estão completos por natureza e não têm neles lugar nem meio pelo qual poderão se pode destruir. Do que resulta que tais elementos devem ser, necessariamente, as partes indivisíveis dos corpos. Ademais, o universo é infinito. Em efeito, o que é finito tem um extremo e o extremo se descobre por comparação com o outro. Assim que, necessitando de extremo, não tem, em absoluto, fim: e não tendo fim, é necessariamente infinito e não finito. O universo é infinito desde dois pontos de vista: pelo número de corpos que contém e pela imensidão de vazio que contém. . Se o vazio fosse infinito e o número de corpos limitado, estes se dispersariam em desordem pelo vazio infinito, já que não havería nada para sustentá-los e nada para uní-los às coisas. E se o vazio fosse limitado e o número de corpos infinito, não haveria lugar onde poderiam se instalar. De outra forma, os corpos completos e indivisíveis, dos que estão formados, e nos que se resolvem nos compostos, apresentam formas tão diversas que não podemos conhecer seu número, já que não é possível que tantas formas diferentes provenham de um número limitado e compreensível de figuras semelhantes. Ademais, cada figura apresenta um número infinito de exemplares, porém, pelo que diz respeito à sua diferença, tais figuras não alcançam um número absoluamente ilimitado. Seu número é, simplesmente, incalculável. Ademais, os átomos estão animados de movimento perpétuo. Uns estão separados por grandes intervalos; outros, pelo contrário, conservam seu impulso todas as vezes que são desviados, unindo-se a outros e convertendo-se nas partes de um composto. É a consequencia da natureza do vazio, incapaz por si mesma de imobilizá-los.De outro modo, sua inerente solidez os faz ressaltar em cada choque, ao menos na medida em que sua integração em um composto lhes permita ressaltar logo após um choque. O movimento dos átomos não teve começo, já que átomos são eternos como o vazio. De outra forma, há uma infinidade de mundos, sejam parecidos com o nosso, sejam diferentes. Em efeito, sendo os átomos infinitos, como se acaba de demonstrar, são levados por seu movimento até os lugares mais longes. E tais átomos, que por sua natureza servem, já por si mesmos, por sua ação, para criar um mundo, não podem ser utilizados todos para formar um único mundo, ou um número limitado de mundos, nem para os semelhantes a esse, nem para os diferentes, de modo que nada impede que exista uma infinidade de mundos.

domingo, 24 de setembro de 2017

A ética para estudantes.

A ética é o conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade. Na escola, a ética é a parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano, refletindo a respeito da essência das normas, valores, prescrições e exortações presentes em qualquer realidade social. Dá para perceber o quanto a ética e a moral são importantes na vida de um estudante? Não seria nenhum equívoco esclarecer aos alunos de uma escola o que de fato é algo ético, antiético, moral ou imoral. Um dos desafios que a escola tem é contribuir para a formação moral e ética dos alunos-cidadãos. É fundamental que seja construída e problematizada a participação do indivíduo na vida pública. Como ninguém nasce cidadão, a ideia de participação social precisa ser constantemente construída, afim de realizar relações para uma convivência justa. O trabalho que uma instituição de ensino que realizam conteúdos estimulantes às ações precisa estar nas atitudes cotidianas e fazer parte dos objetivos de aprendizagem.
No dia 21 de setembro(Quinta-feira), o professor de Filosofia José L. R. Mendes palestrou sobre ética e moral para os alunos do Colégio Estadual Governador Roberto Santos no bairro do Cabula (Salvador-BA) justamente para que os estudantes do ensino médio possam ter conhecimento sobre tudo que eles passam em sua sociedade em relação ao que eles devem, podem e querem. A palestra teve o intuito de fazer os alunos debaterem sobre temas transversais (trabalho, consumo, orientação sexual, meio ambiente, relações de gênero etc.) e poderem formar uma reflexão a respeito.
Além das aulas de Filosofia que ensinam o que é ética, as escolas também deveriam fornecer mais palestras e debates que estimula o senso de responsabilidade dos estudantes, a autonomia e a organização dos coletivos ao colocar os alunos como membros de conselhos de classe, assembleias e grêmios estudantis. É necessário fazer leituras críticas de textos que tratam de direitos fundamentais com o objetivo de explicar não só do que se trata documentos universais como a Declaração dos Direitos Humanos ou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas promover a apropriação dos princípios e valores presentes neles para analisar como podem ser utilizados para denunciar situações e exigir modificações na sociedade. Todo educador deve realizar ações tenham sempre um caráter formativo, nunca moralizador. O ideal é trabalhar junto com a equipe de professores na introdução curricular de práticas que ampliem as possibilidades de reflexão e ação dos alunos dentro e fora do contexto escolar assegurando o princípio ético que rege essas práticas, garantindo que a escola, enquanto instituição socializadora, forme cidadãos comprometidos com a elucidação dos problemas do mundo e com soluções que busquem uma vida boa, digna e justa para todos.

domingo, 1 de maio de 2016

Ponto de vista, a observação segundo Chalmers!

Já que a observação traz uma base segura que pode cooperar com o conhecimento científico e ao mesmo tempo pode-se ter dificuldades em algum raciocínio indutivo originado pela mesma, veremos aqui uma crítica dessas duas observações. Já começamos de imediato entendendo que duas pessoas diferentes que se encontram em um mesmo lugar veem a mesma coisa. Com esses dois exemplos, Chalmers em "Oque é ciência, afinal" esclarece que esses dois observadores vendo o mesmo objeto no mesmo lugar sob as mesmas circunstâncias físicas não têm necessariamente experiências visuais idênticas, mesmo considerando-se que as imagens em suas respectivas retinas possam ser virtualmente idênticas. O que um observador vê depende em parte de sua experiência passada, do que ele já sabe e também de suas pretensões.
Exemplo: Qualquer pessoa pode identificar uma figura como super-herói por causa de um uniforme antiquado, talvez uma máscara e por saber que se destaca entre outros personagens fictícios. Porém, é preciso ter um certo conhecimento na área ilustrativa para saber se de fato é um herói ou um vilão. Pois ambos usam uniformes antiquados, talvez uma máscara ou algum destaque. Percebe-se neste exemplo que observadores vendo a mesma cena do mesmo lugar veem a mesma coisa mas, pelo o que já sabem ou não sabem, interpretam o que veem de forma diferente. A culpa é da percepção, o observador depende de suas experiências para entrar em contato com o que está sendo observado. Mas Chalmers também afirma que mesmo se houvesse alguma experiência única dada a todos os observadores em percepção, restariam ainda algumas questões importantes que o indutivista vai levar em consideração. A ciência diz que a base segura sobre a qual as leis e teorias que constituem a ciência se edificam é constituída de proposições de observação públicas e não de experiências subjetivas, privadas, de observadores individuais. Essas mesmas proposições de observação devem ser feitas na linguagem de alguma teoria. Proposições de observação são sempre feitas na linguagem de alguma teoria e serão tão precisas quanto a estrutura teórica ou conceitual que utilizam. O conceito de “manga” pode ser usado de várias formas (a fruta, manga da camisa, amarelo manga, etc.), depende do uso da palavra por que as teorias correspondentes são imprecisas e variadas. Portanto as teorias neste caso, são precedentes a observação. Atualmente, é frequente o caso de uma “proposição de observação” aparentemente não-problemática revelar-se falsa quando uma expectativa é desapontada, devido à falsidade de alguma teoria pressuposta na asserção da proposição de observação.
A dependência que a observação tem da teoria, com certeza derruba a afirmação indutivista de que a ciência começa com a observação. Contudo, somente o mais ingênuo dos indutivistas desejaria aderir a esta posição. Nenhum dos indutivistas modernos, mais sofisticados, gostaria de apoiar sua versão literal. Eles podem prescindir da afirmação de que a ciência deve começar com uma observação livre de preconceitos e parcialidades fazendo uma distinção entre a maneira pela qual uma teoria é primeiro pensada ou descoberta por um lado, e a maneira pela qual ela é justificada ou quais seus méritos avaliados, por outro.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Nossas influências.

A palavra influência é um substantivo comum feminino e influencia (sem acento circunflexo) é do verbo influenciar conjugado na 3ª pessoa do singular no presente do indicativo ou na 2ª pessoa do singular no imperativo. Refere-se à capacidade de agir sobre os outros, ou seja, ao ato de influenciar. Chegando a esta conclusão, podemos fazer várias formas de entender as coisas que fazemos e também o “por quê?” que agimos de maneiras diferentes. Acontece que cada um de nós teve contatos maiores com alguma pessoa ou algum conjunto de informações que refletem a maneira de que agimos e nos expressamos.
Eu tenho, particularmente, uma forte influência relacionada ao meu pai – oque é normal quando se fala entre relacionamentos sadios que vários filhos têm com cada pai – em relação ao comportamento, jeito de falar, etc. Todos têm influências a respeito de algo ou alguém.
Há de ter pessoas que negam ser pessoas influenciadas, sem terem a noção que a mídia também é uma forma de influência, e muito forte por sinal. Assistir televisão, navegar na Internet, falar ao celular são coisas do cotidiano da maioria da população mundial. Somos, todos os dias, bombardeados por diversas mídias que, em comum, têm o objetivo de nos vender alguma coisa: uma ideia, um produto, um sonho, etc. E essa tecnologia influencia o tempo todo para a sociedade e em consequência, a educação, tanto informal quanto formal. Podemos afirmar que a vida e a interação humana são mediadas e controladas pelos meios de comunicação. E é neste ambiente de interação com o mundo e significação que desde pequena a criança é colocada à frente da televisão e esta então se apresenta como parte integrante da família por ser uma boa “babá eletrônica”. Como negar a influência da TV, presente na quase totalidade dos domicílios brasileiros, sobre as formações das identidades sociais? Pense um pouco sobre suas atitudes, reflita sobre suas ambições e veja se a sua personalidade pode ter vindo diretamente ou indiretamente de algo ou de alguém.

sábado, 12 de setembro de 2015

Por que você se incomoda com os outros?

Todos nós encontramos em diversos momentos em que até aqueles que nos conhecem melhor é capaz de nos estranhar. Não podemos ser ignorantes ao ponto de não admitir que há ocasiões que julgamos as pessoas, discordarmos de certos comportamentos e criticamos algumas opções alheias que nos causam um impacto que resulta em intolerância. O mais importante é termos a consciência de que esse desconforto que sentimos, seja lá qual for, nos ensina cada vez mais que podemos conviver com as diferenças e sem o menor problema. O necessário não é tolerar uma atitude que te incomoda, mas sim tentar entender que as variações de pensamentos que nos circulam são construídas a partir de cada modo de vida que passa por nós.
O fato de você se incomodar por sua vizinha ser casada com outra mulher não faz de você ter a convicção de que é mais digno por seguir com aquilo que a maioria da sociedade aceita, apenas faz de você mais um intolerante, e sem razão! Qual é o problema de sua filha estar se relacionando com um jovem de religião diferente da sua? Será que a sua fé te limita de respeitar a oportunidade de uma pessoa próxima a você de fazer parte de uma rotina que só vai te mostrar que vale a pena ser feliz com a religião que ela escolheu seguir?
Tente fazer uma satisfação consigo mesmo, respeite o próximo da mesma forma de que seja recíproco.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Males que não precisam existir.

O ser humano é um pecado, até quando cria algo grandioso esse algo atrapalha e incomoda os desinteressados no objetivo do que foi criado. Tudo que o ser humano faz é ótimo para uns e ruim para outros, então porque fazer? Porque criar? Até onde vai essa vontade de querer acrescentar o que não procede de forma geral? Várias pessoas seguem um conceito bem amplo em relação ao conforto ao próprio desamparo, buscam respostas para seus problemas através de pessoas que não se interessam em seus incômodos e sim no lucro. Por acaso, existe algo que o ser humano faça que não seja por algo em troca?
Vamos raciocinar um pouco em relação aos males que o mundo passa. Porque será que eles ainda não foram combatidos? Você sabe, e muito bem, que existem pessoas e grupos poderosos, ricos, importantes de algum jeito. Um grande exemplo é a Cidade do Vaticano, um pedaço de Roma que é muito rico e não faz alguma ajuda comunitária que seja a ninguém. A Fundação Bill e Melinda Gates é a maior fundação de caridade do mundo, mas no mundo não muda nada. É possível fazer com que a pobreza, fome, violência, enfim... qualquer coisa que sirva de negatividade no mundo diminua. E não só no exterior, mas o Brasil, que atualmente, é o sexto país mais rico no mundo e esse título não faz com que mude a situação da extrema seca do nordeste e a fome que segundo o IBGE atinge 7,2 milhões de brasileiros. Por que será que nada muda na educação?
Existem pessoas que querem que esses males continuem, e não serei eu que vou me arriscar a optar quem possa ser. Mas basta raciocinar um pouco que você pode acertar. Pelo menos tente, e faça uma pesquisa sobre o que você achar mais conveniente.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Simplicidade é um dom!

Segundo o dicionário, ser simples é não ser complicado, seja em aparência ou em personalidade, feito de poucas partes, sem esconder nada. Muitas pessoas acham que a simplicidade é uma qualidade fácil de se ter, mas não é bem por aí. Ser simples é ser você mesmo se caso você for humilde, e ser humilde é para poucos! Se caso você se considera uma pessoa simples, você deve se perguntar: Eu estou satisfeito com o que tenho? Sou extravagante? Quero ter o que os outros não tem?
A base da simplicidade é ser você mesmo, se reconhecer perante pessoa! Se você finge ser outra pessoa para agradar alguém, arrumar emprego, mentir para se dar bem ou até mesmo ser uma pessoa que chama a atenção de forma proposital então você não é simples. Uma pessoa simples é aquela que não se interessa pela opinião alheia, só se preocupa com o que é necessário, não se importa com coisas extravagantes, não se envergonha dos seus gostos e com certeza pratica o bem. Quando digo que simplicidade é um dom, é porque não é fácil praticar o bem sem algum interesse. Não é qualquer um que ajuda o próximo sem querer algo em troca. Geralmente quando algém ajuda o outro, aquele que ajudou quer se mostrar a outros a ajuda que fez, quer ser reconhecido como aquele que ajudou. Mas se esse reconhecimento for uma forma de aproveitamento para se tornar alguém superior ao outro, então esse ajudante não chega nem perto de ser simples.
Com a simplicidade podemos chegar a muitos lugares maravilhosos. Podemos admirar e nos orgulharmos daquilo que acrescenta ao mundo, não de forma interesseira ou oportunista, mas com a certeza de que você apenas pratica o bem somente pela razão de ser o certo a se fazer. Se você passar a praticar o bem, mesmo sabendo que corra o risco de não servir de exemplo para outros a fazerem o mesmo, e se sentir feliz com o resultado, então meus parabéns. Você tem o dom de ser simples!